Idolatria Ministerial

A definição de Idolatria em “um sentido mais lato, pode indicar a veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição, etc…que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos”. Neste caso trataremos da Idolatria em que poderemos entrar na área Ministerial.

A Bíblia nos diz que devemos amar a Deus com todo o entendimento, com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as forças(Marcos 12:29-30).Isto significa que toda a nossa essência deve estar focada em Deus.

Isto deveria nos engajar em uma vida de oração fervorosa, e o nossos devocionais deveriam ser cuidados. Para termos sucesso no Ministério, não deveria existir outra forma.

Infelizmente temos olvidado a nossa intimidade com Deus, descurando a oração e a leitura da palavra. Tornamo-nos fracos, isso resulta num esfriamento generalizado, falta de milagres e atuação dos dons na Igreja.

Porem muitas vezes compensamos a falta de intimidade com Deus com um Ativismo atroz e industrial de eventos constantes, e de afazeres infindáveis. O facto de estarmos ocupados dá-nos a sensação de que ELE esta presente, quando de facto pode já não estar.

Perdemos o contacto com Deus, e logo de seguida podemos começar a perder de vista os nossos familiares, e a nossa esposa, que muitas vezes deixamos para segundo plano. Os filho, muitas vezes na sua vida já não querem ouvir falar mais do evangelho e se afastam dos caminhos do Senhor.

Infelizmente temos falhado, muitas vezes errado nas prioridades da nossa vida, por um lado cumprindo bem o que está escrito em 2ª Corintios 12:15 “Eu de muito boa vontade, gastarei, e me deixarei gastar, pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado”, mas por outro lado falhando quanto ao cumprimento de 1ª Timóteo 5:8 “Mas se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que infiel”.

Nas pregações mais recentes, que tenho ouvido, algo acertado acerca do nosso Ranking, primeiro está Deus ,a seguir a família e depois a Igreja.

Creio também que este ativismo que tomamos, passa por uma espécie de receio de não sermos aprovados por Deus ou de sermos menos amados por Ele. Mas apesar de produzirmos mais ou menos ele nos “atraiu com cordas humanas, com laços de amor” Oseias 11:4.Ele nos ama pelo que somos, não pelo que produzimos. Claro que “não devemos enterrar os nossos talentos” e devemos produzir a 30,60 e a 100”,mas com o equilibro necessário a uma vida Ministerial saudável.

Por isso não devemos idolatrar o ministério, colocando á frente de Deus e até da nossa família. Devemos privar por não perder o contacto com Deus através da Oração, estudando a palavra e a aplicando a nossa vida.

Este equilibro é extremamente difícil, o autor deste artigo passa também por esta dificuldade, vivemos o ministério tão intensamente que muitas vezes esquecemos tudo. Deterioramos a nossa saúde e muitas vezes com feridas e incompreendidos continuamos a lutar. Mas essa luta indubitavelmente tem de ser feita com Deus do nosso lado, pois na nossa força, sucumbiremos e viveremos menos tempo sobre esta terra. Apesar de não ser escritor, espero que este texto e tema que me foi requisitado possa ajudar alguém na sua carreira ministerial.

Paulo Dantas

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